O MAR COMO LABORATÓRIO DO FUTURO
Durante séculos, o Porto viveu de costas para a terra e de frente para o mar. Continua, porém, a olhá-lo, não para o atravessar, mas para o interrogar.
No século XV, o Porto olhava o mar para descobrir novos mundos. No século XIX, fez dele caminho para o comércio e a indústria. No século XX, Leixões tornou-se um grande porto comercial. No século XXI, continua voltado para o mar, mas procura compreendê-lo, cartografá-lo e protegê-lo.
O Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões é hoje muito mais do que uma elegante porta de entrada para quem chega pelo mar. No seu interior alberga o Parque de Ciência e Tecnologia do Mar da Universidade do Porto, transformando um edifício concebido para acolher passageiros num verdadeiro centro de produção de conhecimento.
Cerca de metade do espaço é dedicada à investigação científica e ao desenvolvimento tecnológico nas áreas da biologia marinha, da robótica e da oceanografia. Ali, onde o sal ainda se sente no ar, investigadores e engenheiros estudam os oceanos, desenvolvem instrumentos para a sua exploração e procuram respostas para os grandes desafios do nosso tempo, desde a preservação dos ecossistemas até ao uso sustentável dos recursos marinhos, sem esquecer tudo o que o mar oferece, e também cobra.
Durante séculos, o Porto e Leixões olharam o mar como caminho de partida, comércio e aventura. Agora, continuam voltados para o Atlântico, mas já não apenas para navegar sobre ele. Navega-se também pelo conhecimento, a mais longa de todas as viagens
O Atlântico não mudou. Continua imenso. Fomos nós que aprendemos a fazer-lhe perguntas diferentes.
Os navios continuam a entrar na barra, mas, no interior do Terminal, são agora as ideias que partem para o oceano.


























